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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Obentô: a marmita do Japão!

Konnichiwa minna-san!

Hoje vamos falar sobre comida! Você acha que marmita é coisa de pobre??? Pois saiba que no japão ela é uma unanimidade! Todos levam sua marmita, desde as criancinhas do jardim de infância até os presidentes de empresas importantes!

Bentō (弁当, べんとう, ou obentō) é como é chamada a marmita no Japão. Lá é muito comum estudantes e trabalhadores levarem a sua própria comida de casa. É uma prática tão comum que até mesmo altos executivos de empresas fazem isso. 



O hábito de levar obentô começa na infância onde os pais fazem os obentôs para os filhos levarem desde a pré-escola até o ensino médio. No caso das crianças os pais costumam fazer obentôs bem coloridos, com a comida desenhadinha parecendo bichinhos e personagens de desenhos infantis. Existem no Japão muitos sites, revistas e programas de TV especializados em ensinar a fazer essas marmitas.



No Ensino médio, quando os adolescentes começam a paquerar e namorar, é comum as meninas fazerem  em casa obentô para comer junto com o namorado, ou com o menino que gosta, e dividem até mesmo com os amigos.



Depois de casados, a dona de casa da família sempre se encarrega de fazer o obentô dos filhos e do marido. O preparo do obentô ainda é considerado uma habilidade essencial de uma dona-de-casa japonesa.
A partir da faculdade a vida passa a ser mais corrida, quem mora sozinho geralmente não tem tempo de preparar a sua própria comida. Muitos estudantes e pessoas que vivem sozinhas preferem comer em restaurantes de fast food, mas alguns ainda compram obentôs prontos em lojas de conveniência. Existem vários tipos de obentôs disponíveis para escolher.


Existem até regras para montar um bento balanceado de acordo com o tipo de comida e as cores e a aparência. A razão considerada ideal para montar um obentô equilibrado é de uma porção de proteína para duas porções de vegetais ou frutas (fibras e vitaminas) e três porções de arroz (ou outro carboidrato), sendo considerada uma razão de 1:2:3.
Toda essa comida gostosa é acondicionada em caixinhas próprias chamadas bento bako e são confeccionadas em diversos materiais, tamanhos, cores e estampas. Para as crianças e meninas tem bento bako de bichinhos, animê, para adultos tem modelos casuais, coloridos, sóbrios ou sofisticadas e junto com eles são vendidos vários acessórios como bolsas para carregar as marmitas, garrafas térmicas para líquidos, talheres e conjuntos de hashi. Alguns conjuntos ao invés de uma bolsa, vem um lenço de tecido colorido porque tradicionalmente os japoneses embrulhavam as bento bako neles com uma técnica chamada de furoshiki (sobre o qual eu vou falar em um outro post). Algumas bento bako são especiais como as usadas para acondicionar a comida do ano-novo que são de madeira revestida de laca com desenhos tradicionais e tem três  (sim, eu disse três) andares! As bento bakos grandes são geralmente usadas em piqueniques e saídas de campo, onde um grande número de pessoas vão usufruir da refeição.




Eu costumo levar marmita para o trabalho, e aqui em Porto Alegre eu encontrei uma marmiteira em estilo bento bako, pequena e com divisória, e em um dos Bazares da ACJ encontrei um lenço japonês que combina com ela então eu levo o meu obentô enrolado no lenço com a técnica de furoshiki, olha só:



E como vocês podem ver pela foto, não serve só para comida japonesa, eu levo a minha comida brasileiríssima e adapto ao sistema japonês. nessa foto o meu bentô estava incompleto, eu ainda levei uvas e queijo como sobremesa.

Espero que tenham gostado!
Ja matta ne!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

3º Festival do Japão

Ohayou gozaimasu minna!

Faz uma semana que estou com uma baita gripe e ainda não passou, por conta disso acabei não fazendo nenhuma postagem de pré-evento do tão esperado Festival do Japão deste ano! Mas mesmo doente eu estive presente nos dois dias de evento curtindo e ajudando muito e em função disso não tirei nenhuma foto. Mas quem quiser ver as fotos do festival entra no facebook do Enkyo Sul e do próprio Festival do Japão (disponibilizo os links no fim da postagem) e vejam cada coisa linda que havia lá.
O tema do Festival do Japão deste ano foi a culinária, conhecida como Washoku sobre o qual eu já falei aqui e que recebeu da ONU o status de Patrimônio Imaterial. E por isso vocês imaginam como devia estar a praça de alimentação né? Sempre lotada! Tinha bentô, sushi, yakisoba, temaki ( que vocês já estão acostumados a comer) mas tinha também domburi, yakitori, harumaki, takoyaki, ebiyaki bifun, nikuman, ongiri...afff! Para beber havia refrigerantes,água, suco de frutas e não poderia ficar de fora a cerveja japonesa e com o frio que fazia o chá verde quentinho!Fora os docinhos, dorayaki, tayaki e é claro que não poderia faltar o famoso doce oshirukô que nada mais é do que uma calda doce de feijão azuki com bolinhas de moti....nossa tanta coisa! E a colônia Japonesa de Ivoti tinha também um cantinho especial para oferecer os seus produtos: verduras, legumes, conservas típicas japonesas, molhos, biscoitos, amendoim doce... 
Além da culinária houve apresentações de música e dança, karaoke, artes marciais, estandes de artesanatos maravilhosos, oficinas, demonstração e degustação de cerimônia do Chá.
Lembram que um dos primeiros post que eu fiz foi sobre onde comprar as comidas japonesas? Pois uma das lojas que eu mencionei foi a Hikari que fica na Av. Sertório. Ela fica meio escondidinha lá o ano inteiro e o resultado quando chega o Festival do Japão é que o estande deles fica lotadíssimo! Uma sala inteira repleta de gente! Também com a variedade de coisas que eles vendem lá, o pessoal que mora longe aproveita!
Já o pessoal do Cosplay e do anime tinha seu próprio espaço, o evento Anime Buzz que acontece no ginásio com estandes de mangás, cosplay, moda, games entre outras opções, além de show de bandas e concursos de cosplay e moda japonesa!
Bem já deu para perceber que eu fiquei empolgadíssima com o festival, ele cresceu e a organização está cada vez melhor! Os pontos problemáticos foram resolvidos as atrações bem variadas e só torço para que nos próximos anos consigamos trazer uma oficina de costura de kimonos e também um estande que os venda, é a única coisa que falta por aqui por que não tem como vocês observar toda aquela gente passeando de yukata para lá e para cá e você sem poder usar também!

Deixo aqui os links para as fotos

sábado, 12 de abril de 2014

Nikuman: Pão recheado cozido no vapor





 Semana passada eu fui ao bazar da ACJ e comprei nikuman  (肉まん). Nikuman é um tipo de pão recheado de carne de porco, gengibre e repolho cozido no vapor de origem chinesa, e que os japoneses adoram. O nome nikuman, deriva de  "niku" (que significa carne) e  "man" (de manju). Aí vocês vão pensar: Ué? Manju não é um doce??? Pois é, foi isso que pensei, até descobrir que o "man"  do manju significa "pão ou "bolo". Além disso também descobri que existe "nikuman" doce.




O nikuman é vendido em várias lojas de conveniências do Japão. Aqui em Porto Alegre tem algumas famílias que fazem e vendem por exemplo nos bazares da ACJ e também nos Matsuris da cidade.


Existe uma  grande variedade de nikuman e eu vou listar agumas agora:

Tradicionais:

Butaman (豚まん butaman): nikuman de carne de porco. Esse é o nome pelo qual ele é chamado na região de Kansai. É o mais comum e o que eu sempre compro. Uma delícia!
Anman (あんまん): é o nikuman com recheio de feijão azuki.
Kare-man (カレーまん): com recheio de curry.
Tem também o nikuman de frango, mas eu não achei a nomenclatura tradicional, então vou apenas mencioná-lo para não passar batido.

Konbini:

Esses sabores são vendidos nas lojas de conveniência, sendo que existem ainda outras que não estão listadas aqui. Cada loja de conveniência cria suas próprias variedades.

Cream cheese man: com recheio de creme de queijo.
Pizza man: nem precisa falar né?
Choco-man: recheio de chocolate. 


Aqui embaixo está o vídeo do canal Cooking With the Dog onde o Francis e a sua ajudante ensinam a fazer o nikuman. Itadakimasu!




Ja ne!

sábado, 25 de janeiro de 2014

Lámen (ou ramen na pronúncia japonesa)




Abra o pacote, coloque o macarrão em 300 mL de água fervente e em três minutos está pronto! Sim, esta é a receita do lámen, mas na sua versão instantânea. O verdadeiro lámen leva muito mais tempo para ser preparado e tem uma série de segredos que o torna muito mais saboroso.
O Lámen ficou famoso principalmente entre os adolescentes que são fãs do anime Naruto.
No Brasil, o produto ficou conhecido como miojo devido à marca de mesmo nome, produzido inicialmente pela Ajinomoto e, mais tarde, pela Nissin, devido a uma sociedade entre as duas empresas.
O hábito de comer o lámen já faz parte da vida dos japoneses desde o século 17. O primeiro lámen feito no Japão foi preparado por um cozinheiro chinês para o samurai Mito Komon. Mas só depois de sofrer adaptações é que o macarrão caiu para sempre no gosto popular. Hoje existem até grupos de fãs chamados Ramen Kenkyuukai.
Como o preparo é diferente em cada província, os fanáticos percorrem o país para experimentar as versões regionais. Alguns conseguem identificar até os temperos usados no macarrão, que possui características próprias e condimentos únicos. No início do século 20, o lámen já era comercializado na rua por vendedores que pilotavam carrinhos de madeira, que deram lugar às vans nos dias de hoje. Atualmente, existem cerca 30 mil barraquinhas de lámen espalhadas pelas ruas do país – sem contar os restaurantes.
Um ocidental que entra em um lamen-ya (restaurante especializado em lámen) é capaz de ficar escandalizado - ou cair na gargalhada - com a sinfonia desafinada dos clientes. É uma regra fazer barulho para sorver o macarrão. Isso ocorre porque o lámen deve ser consumido muito quente para realçar o sabor.
Tamanha unanimidade fez com que o Japão tenha não apenas um, mas dois museus temáticos de lámen. Um deles fica em Ikeda, terra natal do criador do lámen, Momofuku Ando, e recria as etapas que o levaram a elaborar seu consagrado invento no final dos anos 50.
 Seu mérito foi aproveitar um produto de inegável apelo popular, mas que exige tempo de preparo, e transformá-lo em um astro mundial instantâneo. Hoje, o mercado de macarrão instantâneo é um dos setores mais concorridos da economia japonesa. Cerca de 600 novos produtos são lançados anualmente no país.
 A concorrência acirrada no segmento não vem de hoje. No início da década de 70, Ando revolucionou, novamente, o mercado com a criação de uma das variedades de maior sucesso até hoje: o Cup Noodles. Em pouco tempo, novos concorrentes entraram na disputa do mercado do lámen instantâneo.
 Estima-se que só no Japão, sejam consumidos 5,44 bilhões de lámens instantâneos por ano. Isso quer dizer que cada japonês come o prato pelo menos uma vez por semana. É por isso que as lojas de conveniência fornecem água quente em garrafas térmicas. Assim, é possível o cliente prepará-lo na hora - e comer em pé.

Diversos tipos de Lámen

Conhecendo o lámen mais profundamente:

O lámen é composto de um caldo base, o macarrão propriamente dito e os acompanhamentos.

Caldo base:

A sopa do lámen tradicional é feita com um caldo preparado com pelo menos quatro horas de cozimento de vegetais, alga kombu (que acentua o sabor umami, também conhecido como “o quinto sabor”) e da carcaça e asas de frango (e opcionalmente ossos de porco) com um refogado de cebolinha e gengibre, sendo retirados os ossos após a fervura.
Shiitake, seco ou natural, pode ser acrescentado no preparo do caldo base assim como pó de peixe seco, dependendo da criatividade de cada um.
E se o caldo é a alma do lámen, o elemento que dá vida a ele é o molho. Os três sabores básicos de molho servidos nos restaurantes especializados são: Sal ou Shio-lámen, molho de soja ou Shoyu-lámen e pasta de soja ou Misso-lámen.
Aliás, cada uma das saborizações não é feita simplesmente com a adição do sal, missô ou shoyu que encontramos nos supermercados. Os molhos são preparados com base em cada um desses ingredientes, mas com adição de outros temperos como alho, pimenta e gergelim, criando combinações que muitas vezes são mantidas em segredo pelos chefs mais renomados.
Esses sabores são os principais, mas existe uma variedade muito maior que dá personalidade diferente a cada um dos pratos.

O macarrão:

O nome “lámen” significa massa esticada (la) e macarrão (men). Ele é, portanto, o protagonista do prato. Farinha de trigo, ovo e água são os três ingredientes básicos que produzem essa variedade de macarrão.
O segredo está na água, que deve ser alcalina, pois faz com que a massa adquira sabor, cor amarelada, consistência firme e a característica escorregadia do macarrão.
O detalhe da farinha (conhecida como farinha forte) é que ela possui maior quantidade de proteína que as farinhas comuns para dar elasticidade à massa.
Cada detalhe faz a diferença na hora de preparar a massa, que gera uma gama de variedades de fios de macarrão que podem ser achatados ou arredondados, lisos ou ondulados. “Existem vários tipos de espessura também: fino, médio e uns tão grossos quanto udon”. Além disso, nos restaurantes de lámen, o cliente também pode escolher o ponto de cozimento da massa.

Acompanhamentos:

O lámen pode ser personalizado conforme o gosto e preferência pessoal, sendo praticamente ilimitada a sua variedade: Chashu-Lámen (lámen acompanhado de lombo), Yasai-lámen (com verduras e legumes), Ebi-lámen (de camarão), Kani-lámen (de caranguejo), Gyoza-lámen, lámen de frutos do mar, Tonkatsu lámen (carne de porco empanada) (etc. Alguns restaurantes especializados deixam essa escolha a cargo do cliente.
Um dos mais tradicionais acompanhamentos do lámen é o Chashu (ou lombo), pode ser cozido ou assado.O chashu é um dos elementos essenciais. Feito com copa lombo cozida em temperatura baixa, a carne fica com uma consistência tão tenra que dispensa faca. É uma carne bastante gordurosa e pode ser temperada com shoyu ou missô.
Para saber se o lombo está cozido, é comum espetar um espeto de bambu e aguardar que daquele furo saia um caldo avermelhado; se isto ocorrer, é sinal de que o lombo ainda está cru por dentro. Quando a peça parar de “sangrar”, o lombo está pronto para o consumo. O mesmo procedimento pode ser feito para uma peça de carne bovina. Neste caso, um pouco de “sangramento” pode ser ignorado.
Os ingredientes comumente adicionados ao prato são ovo cozido, cebolinha picada, horensou (espinafre japonês), broto de feijão, naruto (pasta de peixe cozida que tem o desenho de um redemoinho), tiras de menma (broto de bambu fermentado), alga wakame e alga nori. As verduras em geral dão um toque colorido ao lámen, ao mesmo tempo em que tornam o prato mais equilibrado nutritivamente. O espinafre deve estar enxuto.
Moyashi deve ser, de preferencia, limpo, isto é, sem o broto amarelo e o “rabinho”, e mergulhado por poucos segundos (para não perder a rigidez) numa panela com água fervente. O mesmo procedimento vale para shimeji e shiitake naturais.

Temperos:

Vários são os temperos opcionais que podem ser acrescentados ao lámen na hora de ser servido: gergelim branco ou torrado, gengibre picado ou ralado, tobanjan (tempero chinês a base de missô e pimenta), pimenta vermelha picada, alho torrado ou cru, picado ou ralado.
Para Shio-Ramen e Shoyu-Ramen costuma-se jogar uma pitada de pimenta-do-reino em pó antes de servir.

E para finalizar é indispensável uma folha de nori (alga).

Onde comer Lámen?

O único restaurante japonês de Porto Alegre que eu conheço que serve lámen é restaurante Sakae's (Rua Castro Alves, 690, Telefone: ‎(51) 3222-5533 ‎)

Veja aqui como chegar ao Sakae's

Exibir mapa ampliado


Fonte: Made in Japan; Wikipédia, Hashtag

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Nova seção: washoku

O termo culinária japonesa (日本料理, nihon ryōri, ou 和食, washoku) significa a comida japonesa tradicional, semelhante àquela existente antes do final do sakoku (política de isolamento do Japão), em 1868. Em um sentido mais amplo, pode incluir alimentos cujos ingredientes ou métodos de preparo foram posteriormente introduzidos do exterior, mas que foram desenvolvidos por japoneses de forma diferente. A cozinha japonesa é conhecida por dar importância à sazonalidade dos alimentos, qualidade dos ingredientes e apresentação. 


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Empório Japesca

Algumas pessoas tem me perguntado onde comprar produtos orientais. A minha primeira dica foi a Japan Cook como eu mostrei no primeiro post da série.

A minha segunda dica é o Empório da Japesca que fica no Mercado Público de Porto Alegre. Ela é pequenininha mas tem alguns produtos básicos para você fazer o seu prato favorito, além de ficar em uma área central da cidade.
Então Essa é minha dica de hoje.
Ja ne!